Gestão

Descubra o que é regime de caixa e regime de competência e suas diferenças

maio 14, 2019
Tempo de leitura 4 min

controle financeiro é uma das partes mais sensíveis de qualquer empresa, independentemente de sua natureza. Por isso, para aqueles que estão começando a lidar com gestão empresarial, é fundamental conhecer os pormenores do setor financeiro e contábil, para realizar um acompanhamento eficiente.

Um ponto fundamental a ser estudado é sobre regime de caixa e regime de competência, um tema que costuma gerar algumas confusões até mesmo nos mais experientes na área. Por isso, vamos apresentar o que é cada um deles e suas principais diferenças, bem como quando utilizá-los.

Continue lendo e tire suas dúvidas sobre o assunto!

O que é regime de caixa?

O regime de caixa é aquele no qual o registro da transação é feito quando os valores de fato entram ou saem do caixa da empresa, ou seja, ele desconsidera quando deveria ter ocorrido tal registro no ato da transação.

O que é regime de competência?

No regime de competência, os registros são gerados quando o negócio é realizado, não importa se o pagamento ou recebimento já foi efetuado ou não. Ou seja, seu registro precisa ser feito no ato da emissão da nota fiscal, independentemente da natureza da transação (se foi uma compra, uma venda ou prestação de serviço) ou da ocorrência de entrada ou saída de valores.

Qual a diferença entre esses dois regimes?

O regime de caixa permite a análise da entrada e da saída de recursos no momento em que elas ocorrem, ou seja, quando há movimentação real de dinheiro, independentemente da prestação do serviço ou da entrega/recebimento do produto ter ocorrido naquele momento.

É um procedimento útil de ser implementado para conseguir ter uma visão do dinheiro disponível para a organização, pois mantém um controle de fluxo de caixa eficiente, de forma a analisar se os compromissos financeiros poderão ser honrados.

Enquanto isso, o regime de competência permite analisar as movimentações de capital da empresa no momento em que elas deveriam acontecer, não importando a data de pagamento estabelecida pela compra/venda ou prestação de serviço.

Ele permite, também, analisar se a estrutura financeira do negócio condiz com o modelo estabelecido, sem considerar as flutuações que o fluxo de caixa pode apresentar ao longo do tempo.

Quando optar por cada um deles?

O ideal é que você consiga manter os dois registros, ao mesmo tempo. Isso é importante para que você tenha uma visão mais ampla e sistêmica do fluxo de caixa da sua empresa.

Quando aplicados separadamente, há uma série de discrepâncias e falhas de análise. Por exemplo, o registro realizado apenas pelo regime de caixa é incapaz de apontar qual é o verdadeiro resultado operacional da empresa, comprometendo esse controle contábil. Pode, até mesmo, gerar falsas sensações de um lucro potencializado em um período e redução nos meses subsequentes.

Por exemplo, considere a prestação de um serviço feito por assinatura, com mensalidade de R$ 500. O cliente decidiu que pagaria o valor integral, à vista, no início do ano (R$ 6.000). No registro de caixa, aparece como se a empresa tivesse um aumento considerável de lucro no primeiro mês e uma queda abrupta nos meses subsequentes. O regime de competência permite analisar que, na verdade, a transação corresponde à execução de um serviço avaliado em R$ 500 mensais.

Já se considerássemos apenas o regime de competência, pensaríamos que teríamos disponível o valor de R$ 500 todo mês, sendo que o valor já foi pago no início do ano e não teremos essa entrada disponível ao longo dos meses.

Essa análise só é possível quando temos regime de caixa e regime de competência atuando concomitantemente. Por isso a importância de manter ambos em sua empresa.

Além disso, os dois auxiliam a ter uma visão holística do seu negócio. Quer entender mais sobre essa visão e a importância dela para as empresas? Leia nosso artigo e saiba mais sobre o assunto.

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