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Saiba aqui tudo sobre gestão da mudança organizacional

dezembro 4, 2019
transformação na empresa
Tempo de leitura 6 min

Em um mundo globalizado e que recebe milhares de informações diárias, quem não consegue acompanhar esse ritmo fica para trás. Isso se torna ainda mais perigoso quando existe um mercado competitivo, como é o caso do mundo dos negócios. Sendo assim, adotar uma gestão da mudança organizacional para que a inércia empresarial não atrapalhe seus planos é essencial.

A gestão da mudança organizacional refere-se ao conjunto de ferramentas e práticas que ajudam uma corporação a mudar de forma eficaz, seja na estrutura física, cultura organizacional, projetos, comportamentos, tecnologia ou o que mais possa existir. Dessa forma, é possível que as empresas consigam competir umas com as outras e agir de acordo com as constantes transformações de mundo.

Entretanto, nem tudo são flores. Boa parte das pessoas podem ser resistentes a mudanças e associar esse processo com problemas e aflições. Em parte, esse pensamento tem lógica. E é justamente por isso que é fundamental contar com uma gestão da mudança organizacional, para evitar que a situação de um negócio piore.

E aí, quer saber mais sobre os tipos de mudanças, os principais desafios a serem superados e muito mais? Acompanhe nosso post!

Tipos de mudanças

As mudanças organizacionais podem ser divididas entre voluntárias e involuntárias. Confira!

Voluntárias

Uma empresa precisa sempre ficar de olho em seu desempenho para prevenir riscos e erros. Assim, ela toma a decisão de mudar para evoluir.

Involuntárias

As mudanças involuntárias ocorrem quando foram identificadas tardiamente e passam, então, a ocorrer por um motivo de sobrevivência da empresa.

Entre essas mudanças, é possível ainda realizar novas divisões:

  • as radicais, como o próprio nome sugere, alteram completamente a empresa ou a sua atividade-chave;
  • as mudanças emergentes ocorrem de forma inesperada e causam grandes transformações no negócio;
  • as planejadas, que têm um menor impacto e são promovidas com antecipação;
  • as incrementais, que geram um menor impacto por serem mais superficiais.

Estágios de gestão da mudança organizacional

O procedimento é iniciado quando a empresa identifica essa necessidade até ela ser implementada e estabilizada. Enquanto isso ocorrer, a gestão da mudança se apresenta em quatro níveis. O objetivo deve ser passar o mais rápido possível por eles para alcançar suas metas.

Status quo

Trata-se do momento atual de uma corporação e é onde se inicia a curva da mudança. Nesse momento, a organização não sente tantos impactos, ela apenas identifica a necessidade de mudança e a empresa começa a se preparar para ela.

Disrupção

A partir do momento em que a curva da mudança nos status quo ocorre, seja pela adoção de uma nova solução ou devido a um evento inesperado, ocorre uma disrupção. Nessa fase, é comum que os envolvidos se preocupem com os impactos das transformações. No entanto, o medo pode causar paralisia e dificultar o andamento do projeto. Então, muita cautela.

Exploração

Nesse momento, é comum que os envolvidos já demostrem menos resistência com relação às mudanças e mais curiosidade em descobrir sobre a solução implantada, já que estão mais familiarizados com ela.

Assim, os chamados stakeholders, que são os públicos de interesse de uma organização, passam a aprender como utilizar as soluções construídas. Com a gestão da mudança, espera-se que a partir dessa fase a empresa chegue o mais rápido possível no estágio da reconstrução, que é quando a mudança é instalada mais fortemente e é possível perceber os impactos positivos dela.

Reconstrução

A etapa final é quando a mudança já foi efetivada e tanto a empresa quanto os stakeholders podem observar os benefícios surgidos por ela. Todas as iniciativas desse tipo de gestão precisam passar por esses estágios. No entanto, cada projeto conta com diferentes níveis de mudança organizacional. Acompanhe!

Níveis da mudança organizacional

Incremental

É a mudança mais superficial e que consiste em apenas alguns ajustes no processo. Como o próprio nome sugere, apenas alguns incrementos são realizados. Assim, ela exige menos esforços da gestão da mudança organizacional.

Radical

Dessa vez, a gestão da mudança organizacional é responsável por grandes alterações na empresa, o que pode ser a fusão dela com outras, implantação de um sistema de gestão empresarial (ERP) etc.

Por essa razão, é importante contar com uma equipe que foque as ações em diminuir os impactos das alterações. Logo, o ideal é que a comunicação entre esses membros seja a mais objetiva e explícita possível, para ajudar no engajamento dos envolvidos e para prepará-los para a mudança.

Emergencial

Esse nível de mudança organizacional ocorre quando a corporação não teve controle sobre ela e tudo aconteceu de forma não planejada, como um desastre ambiental, que exige uma política empresarial para reduzir os danos. De acordo com a complexidade exigida de alteração, é possível variar o nível de profundidade da gestão.

Pilares da gestão das mudanças

Há três grandes pilares na gestão da mudança organizacional. Confira abaixo quais são eles:

  • os já mencionados stakeholders, que são as partes afetadas, cada um em seu nível, pelos impactos das alterações. Eles são os investidores, usuários, equipe de projeto, patrocinador, governo, sindicatos etc.
  • se o gerente de projetos não ficar atento às pessoas que sofrem impactos com a mudança, elas podem representar um grande risco à organização. Assim, é exigido um nível de capacitação dos colaboradores para que eles se adaptem melhor às transformações;
  • esses impactos que podem surgir exigem um novo posicionamento, como a compra de novos equipamentos, a ampliação do espaço físico, o desligamento de pessoas etc. Ter atenção a isso amplia o foco na gestão de riscos.

Como você pôde perceber, o processo de transformação não é fácil, mesmo que o objetivo seja evoluir. Por esse motivo, uma gestão da mudança organizacional oferece inúmeros benefícios. Com ela, é possível transmitir mais segurança para a equipe e diminuir a resistência com o que está por vir. Ela contribui para a manutenção de um ritmo de evolução, facilita a comunicação durante o processo etc. Então, não deixe de aplicar as melhores estratégias para gerir as mudanças empresariais.

E então, gostou do nosso post? Aproveite a visita para conferir também 6 dicas para gerenciar o crescimento da empresa com excelência e se aprofunde na temática. Boa leitura!

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