Gestão

Mundo VUCA: o que é e como influencia na gestão das organizações?

julho 21, 2019
Tempo de leitura 4 min

Ao longo das últimas décadas, é crescente o debate sobre a compreensão das transformações vividas por nossa sociedade. O chamado mundo VUCA é cheio de incertezas, turbulências, mudanças rápidas, dinamismo, rupturas e complexidade. As empresas competem em um grau nunca antes visto, os negócios são extremamente ágeis, e novas demandas são criadas o tempo todo.

Neste artigo, você poderá compreender melhor a respeito desse termo tão utilizado — VUCA —, além de descobrir algumas das competências profissionais que você deve desenvolver para se adaptar melhor a esse contexto. Continue conosco!

O que é o mundo VUCA?

A terminologia denominada VUCA ganhou popularidade nesses últimos anos. É um acrônimo de palavras usadas para se referir ao ambiente praticamente incontrolável em que vivemos hoje em dia.

VUCA é a abreviação para volatility, uncertainty, complexity and ambiguity, ou, em português, volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade. A ideia é combinar quatro tipos de desafios que são vivenciados pelos indivíduos e pelas empresas no dia a dia, a fim de levantar estratégias para conseguir superá-los e continuar competitivos.

A que se referem cada um dos temas do mundo VUCA?

A volatilidade está relacionada à velocidade da mudança em uma determinada indústria, um mercado ou mesmo no mundo em geral. Hoje, operamos com demandas cada vez mais imprevisíveis e flutuantes, com pouco tempo para a tomada de decisão em virtude do dinamismo. Quanto mais volátil é o mundo, mais rápidas são as transformações.

A incerteza diz respeito à dificuldade de se fazer boas previsões para o futuro. Uma parte disso está associada à nossa incapacidade de entender claramente o que está acontecendo. Os ambientes estão se tornando pouco suscetíveis a análises estatísticas em virtude do pouco histórico de dados. Isso, de certa forma, pode parecer um paradoxo, já que vivemos numa era em que geramos mais e mais informações.

A complexidade se refere ao número de fatores que precisamos levar em consideração ao fazer uma análise, bem como as diversas correlações entre eles. Quanto mais fatores, maior a variedade, e quanto mais interligados, mais complexo é o ambiente. Desse modo, torna-se impossível compreender completamente os contextos visando a chegar a conclusões racionais.

Já a ambiguidade trata da falta de clareza para a interpretação das questões. Uma situação é ambígua, por exemplo, quando a informação é incompleta, contraditória ou muito imprecisa — especialmente em relação às ideias, que estão cada vez mais confusas e mutáveis.

Na prática, os quatro temas estão relacionados. O mercado mais complexa e volátil certamente também é o mais difícil de prever e, portanto, o mais incerto. No entanto, todos os quatro representam elementos distintos que tornam o nosso ambiente mais difícil de entender e controlar.

Quais são as competências fundamentais nesse contexto?

Todo profissional que pretende continuar relevante no futuro deve preparar-se para essas mudanças. Alguns conhecimentos e algumas habilidades podem ajudar bastante nisso. A flexibilidade e a resiliência são duas delas. Pessoas flexíveis e resilientes têm maior capacidade de se adaptar às diversas situações, convivendo bem com a pressão e conseguindo estruturar-se para encontrar soluções, independentemente do que está acontecendo.

A coragem para encarar as transformações de frente também é imprescindível. Quem tem medo de abraçar o novo certamente terá dificuldades para ter sucesso. Dessa maneira, outra competência interessante é a multidisciplinaridade, já que, nesse mundo em que nada é totalmente preciso, quanto mais coisas uma pessoa sabe fazer, maiores são as suas possibilidades de atender ao que for preciso.

O reconhecimento de que vivemos em um mundo VUCA está influenciando diretamente a gestão das organizações. Os antigos modelos e as ferramentas de administração estão perdendo eficiência, e a inovação precisa emergir também nesse sentido.

Surgem novas propostas de desenvolvimento de pessoas, como gestão focada em talentos, novas formas de lidar com o trabalho com o homeoffice, novos jeitos de estabelecer um relacionamento com os clientes, focando em sua experiência de uso dos produtos e serviços. Tudo isso ainda está muito no começo. Afinal, como vimos, pela própria definição do que é o mundo VUCA, o que servia ontem talvez já não sirva amanhã! É preciso reinventar-se constantemente.

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