Gestão

Visão holística: como aplicá-la na gestão do meu hospital?

abril 30, 2018
Tempo de leitura 4 min

O holismo é um conceito que vem do campo das ciências humanas e naturais. Ele diz respeito ao entendimento de que um sistema não pode ser definido e caracterizado apenas pela soma de suas partes. Na área da saúde, é conhecida a aplicação da visão holística na assistência direta ao bem-estar do paciente.

Segundo essa perspectiva, o sistema inteiro influencia a forma como as partes se comportam. Isso significa que essas pessoas, organismos, organizações devem ser entendidas de forma integral. Deve-se entender o cuidado ao paciente não só pelo atendimento em si, mas sim como uma linha de cuidado complexa e cujas interações entre os processos interferem diretamente na qualidade do resultado final – o atendimento.

Essa visão holística deve ser aplicada à gestão hospitalar, e traz diversos benefícios para o estabelecimento. Acompanhe o texto para saber mais!

O que é uma visão holística na gestão?

A visão holística aplicada às empresas e organizações diz respeito a uma visão global do estabelecimento, e não a uma soma de suas áreas e setores. Nessa visão, todos os seus elementos, atividades e estratégias são entendidos como um todo. Esses fatores são considerados engrenagens de um grande sistema, de forma que um depende do outro para funcionar em sua plenitude.

A visão holística na gestão se opõem à antiga visão setorial, na qual cada área era vista isoladamente e o todo era apenas a soma de suas partes. Para a visão holística, cada setor ou área da organização tem influência e sofre influência das outras áreas.

É muito importante incorporar a visão holística na área da saúde, pois vidas humanas estão em jogo e qualquer falha nos processos podem trazer consequências graves. É fácil entender essa lógica em um hospital, pois praticamente todos os setores se relacionam.

Por exemplo, vamos pensar no centro obstétrico de um hospital. Para funcionar, ele depende de uma série de setores: centro de esterilização de material, lavanderia, rouparia, farmácia, enfermaria de gestantes. Da mesma forma, as atividades que acontecem no centro obstétrico têm influência sobre diferentes setores: apartamentos, enfermarias, unidade neonatal, laboratório.

Como aplicá-la na gestão hospitalar?

A seguir, listamos algumas boas práticas para aplicar a visão holística na gestão hospitalar. Confira!

1. Fluxograma das relações entre os setores

Um exercício importante que deve ser feito em todos os hospitais é o de determinar detalhadamente as relações entre os setores hospitalares, como fizemos no exemplo do centro obstétrico.

O gestor precisa ter uma clara compreensão de quais são os setores que se relacionam diretamente, isto é, quais “engrenagens” estão ligadas. Dessa forma, é possível apontar quais processos de cada setor são importantes para o hospital como um todo.

2. Definição da missão, visão e valores

Toda organização deve ter sua missão, visão e valores bem definidos. Esses são os fatores que determinam a sua essência, as suas características únicas como organização. A missão é a razão da empresa existir, o porquê da sua criação. A visão é o grande sonho da empresa, para onde ela quer ir. Os valores são os princípios éticos que são a base da organização.

Esses três elementos devem estar claros para a organização, de forma que guiem a atuação dos profissionais. Todos devem agir sob os mesmos preceitos, como uma verdadeira unidade.

3.  Pensamento em linhas de cuidado

Uma boa forma de aplicar a visão holística na gestão hospitalar é pensando na atenção à saúde em linhas de cuidado. Dessa forma, os serviços de saúde hospitalares são organizados de forma lógica, com um fluxo de processos de trabalho para o seu acontecimento.

A linha de cuidado de um paciente que chega à emergência, por exemplo, envolve: secretária que o recebeu e fez a ficha, enfermeira que fez a triagem, médico que realizou a consulta, técnico de enfermagem que coletou exames, e por aí vai. Cada processo da linha fica mais claro e é possível identificar onde estão os possíveis gargalos.

Na construção de uma linha de cuidado o paciente deve necessariamente ser o elemento estruturante de todo o processo, juntamente com a união dos saberes multidisciplinares de forma integrada e respeitando as necessidades, potencialidades e limitações do paciente.

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